| O Rosário da Virgem Maria, também chamado de Terço, é uma oração muita amada por numerosos santos e santas e estimulada desde longos séculos pela Igreja. O próprio Papa João Paulo II não se cansava de exortar, com freqüência, a recitação do rosário. Ele, inclusive, nos deu seu próprio testemunho dizendo: “O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilha! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade” (cf. RMV,2). Foi a própria Virgem Maria que, nas suas aparições, em Fátima, aos três pastorinhos em 1917, pediu para que se rezasse diariamente o Rosário. E a Igreja reconheceu as aparições de Fátima e sempre se empenhou em divulgar a devoção para que se torne um hábito diário na vida de cada cristão. O Rosário é uma oração marcadamente contemplativa dos Mistérios da vida de Cristo. Paulo VI dizia que “sem contemplação o Rosário é um corpo sem alma”. Não é, portanto, uma oração maquinal, de repetição mecânica de fórmulas, mas uma expressão daquele amor que não se cansa de voltar à pessoa amada. A recitação requer um ritmo tranqüilo, onde cada Ave Maria é uma declaração de amor à Mãe do Céu, é oferta de uma rosa (daí a palavra Rosário), enquanto se contempla os Mistérios de Cristo. Em Cristo contemplamos os Mistérios da Alegria (Gozosos), os Mistérios da Dor (Dolorosos), os Mistérios da Glória (Gloriosos) e os Mistérios da Vida pública de Cristo entre o Batismo e a Paixão (Luminosos). A escuta, a meditação e a contemplação alimentam-se do silêncio e a meta da Oração do Rosário é levar todos à santidade. Reza-se também pela santidade dos irmãos, pela paz, pelos que sofrem, pela conversão dos pecadores, pela união das famílias, pelos consagrados e sacerdotes. O Papa diz que o Rosário é um tesouro a ser descoberto e redescoberto, aconselhando as pessoas de todas as vocações e idades a “retomarem confiadamente nas mãos o terço do Rosário” (Cf. RVM, 43). Faço votos para cada irmão diocesano siga este conselho de Santo Padre e não abandone jamais este tesouro, pois o terço é a oração dos simples, dos prediletos filhos de Jesus e de Maria. Quem assim o faz, não se sentirá só na vida e, sobretudo na hora de nossa morte. Maria nos tomará pela mão e nos conduzirá ao Pai para o nosso Julgamento Final e, com certeza, Ela testemunhará em nosso favor, para sermos acolhidos no Paraíso Celeste, numa vida feliz sem acaso. Com votos de perseverança e vitória na fé que vence o mundo. Dom Irineu Roque Scherer – Bispo Diocesano de Garanhuns/PE | |