|
Irmãos e irmãs, Saudações em Cristo! No mês de junho tradicionalmente celebramos a festa de Corpus Christi, festa do Corpo de Deus. Aqui lhes dirijo umas palavras, a respeito da importância desta festa para nós cristãos. Falo-vos da Santíssima Eucaristia como um banquete. Os fieis não esqueceram jamais o papel significativo que representam o pão e o vinho no âmbito da celebração eucarística. O pão e o vinho fazem da celebração eucarística, antes de qualquer coisa um banquete. Mas o que é mesmo este banquete eucarístico? O banquete eucarístico é antes de tudo memória do mistério de convocação comunitária que Deus realizou em Cristo; mas ao mesmo tempo em que o convite eucarístico é memória atualizadora do acontecimento de ontem, se transforma em critério avaliador da comunhão eclesial de hoje. Os cristãos que aceitam participarem do banquete eucarístico, jamais podem admitir uma postura de separação. A eucaristia é fonte de união e centro de convergência, tudo deve convergir para a comunhão dos homens entre si e dos homens com Deus. A unidade ritual e a própria unidade na fé ainda não são a comunidade-comunhão cristã; por isso o banquete eucarístico se converte em juízo sobre a igreja de Corinto, a qual, comendo do único pão e bebendo do único cálice, sem ser comunidade fraterna efetiva, come e bebe sua própria condenação. Participar do banquete eucarístico é viver o mistério da comunhão com Cristo, sem deixar qualquer espaço que fira a comunhão com os irmãos, como nos diz esta frase de um canto litúrgico, “Só comunga nesta ceia, quem comunga na vida do irmão”. Com a benção do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. Pe. Jozimar Pinheiro Pároco
|