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Inicia hoje, 26/11, o Ano do Laicato

Coan 

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017 a 25 de novembro de 2018, o Ano do Laicato cujo tema é: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. O lema é: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14).

Para compreendermos este chamado, vamos entender primeiramente a quem ele se destina, ou seja, quem são os leigos. Na Igreja há as pessoas que receberam o Sacramento da Ordem e estes são os bispos, padres e diáconos. Todos os demais cristãos batizados são chamados de leigos.

Todo leigo, ao receber o Batismo, recebe também a missão de evangelizar e auxiliar na construção do Reino de Deus. Então, vamos viver este Ano do Laicato como um ano de transformação e, logo de partida, vamos nos dedicar à primeira pessoa que devemos evangelizar: nós mesmos!

Evangelizar é auxiliar a pessoa a fazer seu encontro íntimo com Cristo, deste modo devemos nos perguntar: como está este meu relacionamento íntimo com Ele? Com qual frequência eu rezo? Eu recito o Santo Rosário todos os dias ou, se não tenho esta prática, pelo menos tiro 15 minutos em algum momento do dia para a oração, analisando com Jesus meus atos, minhas falhas, implorando sua ajuda e Fortaleza, agradecendo pelos bons e maus momentos – sim, maus momentos inclusive, porque Deus jamais permite que um mal aconteça se dele não puder retirar um bem maior – e dando-Lhe graças por Sua imensa Glória? No início do dia pensamos em Deus, mesmo que seja com uma pequena oração? Neste ponto lembro-me de uma oração ensinada por meu catequista da Crisma para ser feita logo após levantarmos: “Bom dia, Espír ito Santo, o que faremos juntos hoje?”

Procuramos a Deus na leitura assídua da Bíblia, mesmo que seja um versículo por dia?

Nós procuramos a graça de Deus nos seus meios ordinários que são os Sacramentos? Procuramos receber seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia? Neste ponto devemos lembrar que a Comunhão deve ser feita sempre em Estado de Graça e, se cairmos, temos a disposição a Confissão. Ao buscarmos a Confissão façamos um exame profundo de consciência, analisando se acolhemos ou rejeitamos o amor de Deus. Cristo é verdadeiro homem e por isso é natural que ao pensarmos no amor devido a Ele encontremos o amor afetivo, sentimental, aquele que as pessoas têm normalmente umas pelas outras. Mas Jesus é também verdadeiro Deus e por isso Ele mesmo nos disse nos Evangelhos: “Quem me ama, faz a vontade de meu Pai que está nos Céus”. E qual a vontade do Pai?

Que O amemos sobre todas as coisas e não apenas após nossas comodidades, nossos egoísmos, nossos vícios, nossos prazeres e conveniências. Não devemos tomar seu Santo Nome em vão, não praguejando, blasfemando ou jurando inconsistentemente. Guardemos os domingos e dias santos, indo à Santa Missa nestes dias.

Honremos nossos pais: muitos idosos são abandonados em asilos... e muitos, mesmo tendo condições financeiras de materialmente ter uma velhice digna, são simplesmente esquecidos.

Não matar: nosso país vive momento de grande violência com mais de 60 mil assassinatos por ano! No entanto, este mandamento não se refere apenas aos crimes cometidos com armas: aborto também é assassinato, eutanásia também é assassinato. Nas palavras de Bento XVI devemos defender a vida em todas as suas fases: da concepção à morte natural.

Não roubar: no noticiário e internet crimes de corrupção são expostos todos os dias... E nós? Como anda nossa postura desde os pequenos atos do dia-a-dia? A conferência do troco que recebemos no caixa do supermercado, por exemplo.

Não pecar contra a castidade: o sexo é uma dádiva de Deus e deve ser vivido exclusivamente dentro do Matrimônio, Sacramento no qual Deus une de forma indissolúvel um homem à uma mulher, e tem por finalidade solidificar o amor do casal e trazer seus filho à Vida.

O falso testemunho, infelizmente, é visto corriqueiramente em redes sociais, quando pessoas repassam notícias falsas sem se importar com sua veracidade ou com seu impacto na vida das pessoas citadas ou daqueles que as amam.

Não desejar a mulher do próximo, respeitando os compromissos e dignidade dos outros irmãos e não desejar as coisas alheias, não sendo invejoso da felicidade e sucesso de outros.

Neste ano, ao mesmo tempo que buscamos melhorar a nós mesmos, levemos o Evangelho a nossas próprias famílias: há quanto tempo não rezamos juntos pela manhã, antes das refeições ou antes de dormirmos?  Nossa casa é local de diálogo ou indiferença e brigas?

Levemos o Evangelho ao nosso trabalho, nossa escola, nossos amigos. Pratiquemos para com o próximo a caridade que queremos que seja feita conosco, não só por meios materiais, mas também por meios espirituais dando bons conselhos, corrigindo fraternalmente os que erram e consolando os que sofrem.

Por fim, tenhamos estas práticas como um hábito em nossas vidas, as quais não terminarão com o fim do Ano do Laicato, mas tem como objetivo alcançarmos a nossa Esperança: o Céu.